SUSANA – EU SOU OUTRO VOCÊ

Eu sou Susana e esta é a minha experiência. Venho de uma cidade perto da Corunha, na Galiza. Tenho 26 anos.

Tirei um curso de quatro anos de ensino básico para ser professora de crianças até aos 12 anos. Posteriormente, tirei um curso de dois anos em Integração Social. Eu acho que sou uma pessoa comprometida, curiosa, com constante desejo em aprender e muito ansiosa para trabalhar com pessoas. Os meus hobbies são ler, a fotografia, a ciência, a natureza, o cinema, viajar, o desenvolvimento sustentável, etc.

Através do programa de Garantia Jovem, consegui a bolsa projeto Galeuropa. Graças a esta oportunidade, estou a fazer um estágio de três meses na Associação Renovar a Mouraria, uma casa comunitária sita (situada) no Bairro da Mouraria. É o bairro mais multicultural de Lisboa onde historicamente ficaram as pessoas imigrantes e nos velhos tempos os/as moradores/as não saíam da zona nem entrava ninguém. Alguns anos atrás, o bairro abriu-se e os turistas começaram a apreciar as suas pitorescas ruas e as tascas onde nasceu o fado. A Renovar a Mouraria é responsável por fornecer suporte legal gratuito, apoio escolar às crianças do bairro, organização de eventos culturais… Em suma, fazer a “renovação” que a comunidade encontrou necessária neste bairro. Entre as principais atividades, há coordenação de apoio educativo onde diferentes voluntários estão envolvidos no acompanhamento dos miúdos, na programação de atividades de lazer e na participação de qualquer outro projeto da associação.

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Entre outras coisas, o que mais gosto de Lisboa é atravessar suas ruas, observando as fachadas dos edifícios. Eu gosto de olhar para as calçadas peculiares, feitas pelos artesãos do empedrado português, os “calceteiros”, e procurar o seu sinal nas pedras do chão. O melhor é perder-se em becos estreitos, cheios de infinitas escadas. Quando você atravessa Lisboa, olhe para as paredes ao seu redor porque encontrará uma frase ou poema inspirador.

Eu adoro encontrar tascas antigas, decoradas e cheias de personalidade, e beber uma imperial nelas. Nesta cidade existem pequenas lojas de bairro alternativas às grandes superfícies onde se pode encontrar objetos ou roupas especiais. Além disso, você também encontrará artesãos e músicos de rua podendo-se ouvir tocar música ou comprar algum produto artesanal.

Uma coisa que eu amo em Lisboa é a grande atividade cultural que existe, de todos os tipos e gratuita. É impossível ficar aborrecido aqui!

Muitas pessoas dizem que o melhor pôr-do-sol é em Lisboa. Mas quando o sol se põe, Lisboa à noite é linda desde os miradoiros, com o Castelo e a ponte “25 de abril” iluminados.

Mas como uma cidade grande, o que eu menos gosto e a dificuldade que há em intervir em grupos de exclusão social e a pobreza que existe nas ruas. Eu acho que ainda há muito trabalho a fazer. Também, estresa-me a agitação do metro, das estações, o turismo de massa, etc.

Um dia, caminhando pela cidade, encontrei uma dessas frases inspiradoras escrita numa fachada: “Eu sou outro você”. Para mim, essa frase simboliza este mês em Lisboa: eu sou outro você, você é outro eu… Olhar para os olhos dos/as outros/as e me reconhecer neles… Cada um/a vive suas próprias experiências, mas estamos constantemente interagindo, unidos/as. Estou a conhecer pessoas de diferentes culturas e a aprender a ver a realidade da sua posição e, graças ao meu estágio na associação e no bairro onde trabalho, sei que vou conhecer muitas mais. Uma palavra que achei muito engraçada quando cheguei em Lisboa foi “cabeleireiro”.

Alguns dos meus lugares favoritos são o Chapitô e o Bartô, lugares perto do castelo decorados com a temática do circo. Pode-se ver lá belas vistas e eles organizam muitos workshops e concertos. Embora seja bem conhecido, adorei a pequena Tasca da Severa, onde o fado nasceu no bairro da Mouraria. Tive a oportunidade de passar algum tempo conversando com o Sr. António, que é bem conhecido em Lisboa. Embora existam muitos miradoiros em Lisboa com uma linda vista, a que mais gostei foi do miradoiro Sophia de Mello Breyner Andresen e o da Nossa Senhora do Monte, ambos no bairro da Graça. São os mais altos e dá uma bela perspetiva da cidade.

A nível pessoal, nos dois meses restantes, quero continuar a adquirir habilidades profissionais, adquirir técnicas de trabalho, conhecer pessoas, participar em cursos, etc. A nível profissional, quero voltar para a Galiza e encontrar trabalho ou continuar a aproveitar as oportunidades de mobilidade, estou aberta a qualquer possibilidade! No tempo livre, quero continuar a conhecer Lisboa e os seus arredores, muito pouco tempo e tantos lugares para visitar!

IRENE – SOBREVOANDO LISBOA

QUEM SOU?

Chamo-me Irene mas gosto que as pessoas me chamem Ire. Eu venho de Santiago de Compostela. Tenho 25 anos e é a primeira vez que me atrevo a voar longe de casa. Depois de tirar uma licenciatura em Educação Social e de trabalhar na Galiza numa associação, senti que era o momento de conhecer novos lugares e viver uma experiência de mobilidade.

Eu sou criativa, observadora, muito sorridente e tranquila. Eu gosto muito de tudo o que está relacionado com a arte, porque faz parte da minha vida e da minha profissão. Além disso, gosto muito de conviver com as minhas colegas, de ir a festivais de música, passear pelos museus, de tomar um bom café, sair á noite e desenhar novos projetos artísticos.

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A GALEUROPA

Quando comecei esta experiência eu tinha claro que gostava de fazer um estágio com pessoas com diversidade funcional, porque na época de estudante na Galiza trabalhei com este público e gostei muito. Em Lisboa estou a fazer o estágio na Cedema, que é uma associação de pessoas com diversidade funcional e física, mais concretamente na Sala de Arte, onde existe um projeto de inclusão que pretende empregar esta ferramenta como motor de mudança e de aumento da autoestima e autonomia. Além disso, também levam a cabo atividades de dança, reabilitação, desporto adaptado e saídas culturais.

Tenho liberdade de trabalho na associação, estando eu a desenvolver um projeto de arte e emoções, para visibilizar este coletivo que tem tantos estigmas sociais e para que os e as utentes aprendam com as suas próprias emoções. Uma instalação artística para expor num local em Lisboa, é algo que será uma grande oportunidade para mim.

EXPERIÊNCIA EM LISBOA

O que eu mais gosto de Lisboa é a quantidade de coisas culturais e sociais que se pode fazer todos os dias! A cidade é muito eclética. Perder-se pelas ruas e acabar encontrando um grafiti, miradouro ou cantinho que assombra. A interculturalidade é muito boa aqui, é uma sociedade em que convivem muitas culturas diferentes.

O que eu menos gosto: as filas no metro em hora de ponta, há que estar preparado para isso! Quanto ao machismo, é um tema que ainda persiste em existir e está muito presente na sociedade, algo do que não gosto muito.

O que mais gosto de fazer no meu tempo de lazer é comer os pastelinhos de nata do Pingo Doce, assombrosamente são os melhores, pá! Beber uma imperial no miradouro de Santa Catarina e caminhar pelo Lx Factory.

As palavras portuguesas que mais gosto são gira/o e “é fixe”.

Os meus lugares favoritos em Lisboa são: Lx Factory, miradouro de Santa Catarina, a loja A Outra Face Da Lua e o Pub Damas.

3 Sonhos/desejos para a mobilidade:

Entre os sonhos que eu quero desta experiência: sonhar mais alto em português, pelas ruas de Lisboa, perder-me e desfrutar sem pensar muito mais além. Apesar de que eu gostaria de aprender mais competências profissionais e voltar a casa com a sensação de ter aproveitado ao máximo a cidade e de ter conhecido gente e lugares muito fixes!

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Verónica – Um cheirinho de Lisboa

Sou a Verónica, tenho 24 anos e venho de San Sadurniño, que é uma pequena vila do norte da Galiza. Defino me como sendo uma pessoa ativa e viajante; Gosto de conhecer tudo o que me rodeia e a mim mesma, assim como descobrir coisas novas. Sou Educadora Social e tirei um mestrado em Intervenção em Violência Contra as Mulheres que é o âmbito que mais me interessa dentro do social.

Vim a Lisboa para fazer um estágio de três meses através do Projeto Galeuropa na Associação Crescer, que trabalha com uma população-alvo diferente do que estou habituada, toxicodependentes. É por isso que estou a adquirir novas competências profissionais, a tirar ideias estereotipadas sobre este coletivo e a ampliar a minha visão e conhecimentos sobre as adições. O que estou a fazer é trabalho de prevenção de riscos e minimização de danos com as equipas de rua na cidade de Lisboa, fazemos troca de seringas, entrega de material de consumo, intervenção psicossocial e educativa na rua, e acompanhamentos dos utentes às diferentes estruturas sociais da cidade. Além disso, estou a conhecer os diferentes projetos da Crescer com pessoas sem-abrigo, housing first e trabalho com os refugiados.

Sobre a minha experiência em Lisboa, posso dizer que estou a descobrir uma cidade cheia de cultura, arte e música. O que eu mais gosto é do pôr-do-sol musical no miradouro de Sta. Caterina, da pizza grátis aos domingos no RDA e da Assembleia Feminista de Lisboa “Somos as Filhas da Luta!”. E do que menos gosto é dos comentários machistas pelas ruas de Lisboa e do gosto que eles têm pelos coentros nas refeições. Uma recomendação para passar uma boa tarde é comer um gelado da Nanarella entre as árvores do jardim do Príncipe Real e depois beber uma imperial à beira rio no Cais do Sodré.

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À parte de desfrutar o meu tempo de lazer estou também a aprender português, que não é muito complicado pela sua parecença com o Galego. Já tenho as minhas palavras favoritas como fofinha/o que é a variante portuguesa do nosso riquiña/o e engraçada/o que quere dizer divertida/o. E como estou a falar de palavras, se tenho que escolher uma para definir o meu Galeuropa seria Movimento.

Antes de finalizar o meu estágio gostaria de abordar a perspetiva de género no trabalho com as mulheres utilizadoras de drogas e de fazer uma viajem pelo sul de Portugal e á ilha de São Miguel.

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Antía – Viver Lisboa através da Galeuropa

Olá! Chamo-me Antía, tenho vinte e cinco anos e venho da Galiza. Ainda que seja de Ourense, nos últimos sete anos morei em Santiago de Compostela onde estudei Psicologia. Atualmente estou a fazer um estágio profissional em Lisboa através do Projeto Galeuropa 2017.

Sou uma pessoa curiosa que adora conhecer novos lugares, culturas, línguas… sem medo de viajar pelo mundo. Por isso quando se me apresentou a oportunidade de viver esta experiência num país de que tanto gosto, aproveitei-a claro.

LX Factory

Estou a realizar o meu estágio numa casa de acolhimento pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Ali fazemos o acompanhamento de crianças (dos sete aos dezanove anos) no seu dia-a-dia. O lar proporciona apoio para o seu desenvolvimento pessoal, apoio psicológico e suporte emocional, a satisfação das suas necessidades básicas e o acesso a formação académica ou profissional. Além disso, promove a relação com a família de origem, desde que seja possível, para facilitar a sua reintegração, sendo esta também supervisionada. No geral o lar funciona como uma grande família em que todos colaboramos para ajudar e apoiar as crianças em tudo o que precisam. Para mim, este estágio ajuda-me a ter uma visão distinta do trabalho de intervenção com crianças, o que contribui ao meu crescimento pessoal e profissional.

Sede Santa Casa (1)

E que dizer da cidade?… Há só um mês que moro na Lisboa mas bastou para ficar maravilhada com ela e com as suas gentes. Embora seja uma capital europeia, é possível passear tranquilamente pelas suas ruas e, graças à amabilidade das gentes é fácil encontrar qualquer lugar ou coisa que precise. A oferta cultural e de lazer são imensas, pelo que, existe sempre alguma coisa para fazer. Desde os seus miradouros, podes contemplar a cidade enquanto ouves música e conversas com os teus amigos, quase sempre com uma imperial na mão.

Miradouro Graça

 A multiculturalidade e o dinamismo da cidade vêm-se refletidos na sua arte urbana, expressada em diferentes estilos e formas. Uma das coisas que mais adoro é descobrir novos murais e grafites em lugares insuspeitos. Outra das muitas surpresas que guarda esta cidade está debaixo da terra, no metropolitano. Um motivo mais para perder-se é a beleza que verás a caminho a casa, não importa se voltas a pé ou de metro.

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LUCIA – LISBOA, ÉS SÓ TU É EU

QUEM SOU?

Olá! Eu sou a Lúcia, venho de Vigo e tenho 23 anos. Tirei uma Licenciatura em Educação Social em Santiago de Compostela. Terminei em julho de este ano.

Sou uma pessoa dinâmica, que gosta muito de aprender coisas novas e trabalhar em rede. Gosto de ler, conhecer novos lugares, fazer desporto e ouvir o mar.

Depois dum verão no Gana, num voluntariado internacional com crianças, soube que queria viver uma experiência de mobilidade e que melhor ideia sendo no país vizinho. Adoro de Portugal, as suas refeições e o seu idioma, sendo que desejava viver esta experiencia nesta época da minha vida.

Estou em Lisboa graças ao projeto Galeuropa, dentro do programa de Garantia Jovem da Xunta de Galicia com a Associação AUCE (Ourense). As pessoas de AUCE não podem cuidarem-nos mais! Adoro a sua implicação connosco.

O meu estágio é na Associação Positivo, trabalhando com pessoas utilizadoras de drogas e trabalhadoras/es sexuais. E as atividades principais que estou a desenvolver na associação são as seguintes:

– Acompanhamento aos utentes em sala.

-Workshops: Troca de idiomas (Espanhol-Português/Crioulo-Português), Informática, passeios os domingos aos museus da cidade.

– E também, estou a fazer um CROWDFUNDING com um dos utentes para que volte a Senegal a ver a sua família (Se quiseres colaborar vai a  https://www.kukumiku.com/proyectos/voltar-a-senegal/).

A experiência em Lisboa é máxima e é muito rápida.  Se não sabes se vens ou não, não o duvides, porque depois vais querer ficar cá.

 

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EXPERIÊNCIA EM LISBOA = (AUTO) CONHECEMENTO

O que mais gosto de Lisboa é a arquitetura da cidade, a música que a embrulha em cada canto, as atividades culturais que se fazem todos os dias, o bom tempo e a interculturalidade que se respira no ar.

Por outro lado, é importante falar também das coisas não tão boas da cidade como é a massificação do turismo, a quantidade de lixo que há e o machismo tão visível que existe no país, sem existir políticas que façam reduzir esta situação.

O que mais gosto de fazer é ir beber umas imperiais com as meninas da Galeuropa depois do trabalho, conhecer novos lugares, comer pastéis de nata e ir de elétrico para a minha casa.

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Como já disse adoro o português, não posso viver sem utilizar as palavras:

SAUDADE – É FIXE – MENINA GIRA – GOSTO PÁ! – ADOREI – NÃO FAZ MAL-UM BOCADINHO.

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OS MEUS LUGARES

Os meus lugares favoritos em Lisboa (além dos lugares que todos os turistas conhecem) são

O café RIO MARAVILHA no LX FACTORY

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A Gelataria Fiori perto do Rio Tejo

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O café RENOVAR A MOURERIA

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É o POP CEREAL CAFÉ

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 SONHOS

Gostaria de crescer não só de maneira profissional mas também pessoal. Quero ganhar experiência no idioma, conhecer muitas pessoas de diferentes lugares e poder aprender novas formas de trabalhar. Enquanto às aprendizagens pessoais? Já vieram (e viram) sozinhas, é a beleza disto.

 

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Laura – uma Educadora Social em Lisboa e no Sementes a Crescer

Quem sou?
Chamo-me Laura, venho de Vilalba e tenho 28 anos. Tirei a Licenciatura em Educação Social na Universidade de Santiago de Compostela, posteriormente especializei-me no âmbito da inteligência emocional através do Curso de Especialização em Inteligência Emocional e Disciplina Positiva e no Curso de Especialização em Coaching. Sou uma pessoa autodidata, gosto de aprender coisas novas e conhecer outras culturas. Gosto de fazer turismo, desligar de tudo numa qualquer praia, em qualquer época do ano e conviver com os meus amigos de Lugo.

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Onde estou? Galeuropa
Estou a estagiar em Lisboa no Projeto Sementes a Crescer E6G através do Programa Galeuropa promovido pela Garantia Juvenil. As atividades que estou a desenvolver são com crianças, jovens e com a comunidade. Estou a fazer atividades de reforço educativo com as crianças, atividades culturais e desportivas, dinâmicas de ócio em escolas e oficinas de artes plásticas.

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Experiência em Lisboa
O que mais gosto de Lisboa são os seus jardins, as suas ruas com encanto, a sua gente e sobre tudo a sua comida. Adoro perder-me pela cidade e encontrar-me com os monumentos mais destacados de Lisboa. Definiria esta experiência com a palavra CRESCER. Estou a crescer a muitos níveis, tanto a nível pessoal como profissional, além de descobrir uma nova cidade, estou a descobrir-me a mim própria.

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Os meus lugares favoritos em Lisboa são maioritariamente jardins onde posso desligar do barulho da cidade. Entre eles destaco o Parque de Eduardo VII do qual se pode ver o rio Tejo ao fundo da paisagem.

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Sonhos
Agora mesmo já estou a viver um dos meus sonhos, tinha a vontade de viajar a Portugal para poder praticar o idioma e conhecer a vida portuguesa. Como já disse anteriormente, estou a mudar e a crescer a nível pessoal. Num futuro gostaria de formar uma instituição que aborde atividades relacionadas com a educação emocional ou a alfabetização emocional.

3 meses em Lisboa, vamos!

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Eu sou Mona e vou ficar em Lisboa durante 3 meses e trabalhar no Clube.

Cela fait à peu près 10 jours que je suis arrivée à Lisbonne et je peux dire que, jusqu’ici, Lisboa est une ville presque parfaite. Elle est dynamique, il y a toujours quelque chose à faire, la plage n’est pas très loin, on y mange bien et on fait du sport rien qu’en se promenant dans le centre!

Ne sachant pas dans quel domaine me diriger pour continuer mes études, j’ai décidé de faire un service civique d’une durée d’un an. J’habite à Aix-en Provence, en France et j’ai trouvé l’association Eurocircle à Marseille qui m’a donné l’opportunité de travailler avec eux.

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J’ai sauté sur l’occasion car ils sont, une des seules associations, qui reçoit des volontaires en service civique, à proposer un parcours combiné. C’est-à-dire que j’ai effectué 9 mois à Marseille et j’avais ensuite la possibilité de partir 3 mois à l’étranger dans une association n’importe où dans le monde.

E agora estou em Lisboa! J’ai voulu découvrir un pays où je n’étais encore jamais allée et pouvoir améliorer mon portugais, que j’avais déjà appris à l’université.

J’ai toujours aimé voyager, découvrir un nouvel endroit, une nouvelle culture, et avec un hobby comme ça, il faut pouvoir se débrouiller pour partir le plus souvent. J’ai eu la chance de pouvoir voyager dans différentes capitales européennes avec mes parents (Prague, Madrid, Rome, Londres), mais je suis aussi allée à l’étranger par mes propres moyens, dont un voyage en Andalousie (Sud de l’Espagne) et passer 3 mois à Barcelone en tant que jeune fille au pair auprès d’une famille espagnole.

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(Países onde eu fui : França, Espanha, Reino-Unido, Bélgica, Alemanha, Luxemburgo, Suiço, Répùblica Checa, Áustria, Itália (e Vaticano), Croácia, Sérvia, Grécia e finalmente em Portugal)

Au sein de l’association Eurocircle, je m’occupais de recruter et d’envoyer des jeunes en mobilité court terme, de 10 jours en échanges interculturels. 
Donner une opportunité aux jeunes défavorisés et qui ont besoin de s’ouvrir au monde, m’a fait réaliser que c’est un domaine qui me correspond. Et pouvoir travailler pour aider les autres et leur permettre de découvrir d’autres horizons, est un nouveau but pour moi.

Au Clube, je continue à m’occuper des intercâmbios pour les jeunes. Mais cette fois-ci du côté des organisateurs,  je vais donc pouvoir, encore plus, m’améliorer dans ce domaine et voir toutes les facettes d’un échange interculturel.

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L’équipe du Clube m’a déjà très bien accueilli et je suis sure que je vais passer 3 mois pleins de surprises et de découvertes!

Atè jà e beijinhos !

Mona

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BALANÇO SVE DA VANESA

Crescer não é o mero feito de ter mais idade é, portanto, a soma de experiências profissionais e pessoais muito enriquecedoras para as nossas vidas. Fernando Pessoa disse que não somos do tamanho da nossa estatura, pois, somos do tamanho dos nossos sonhos. Eu também acrescentaria a isto que somos do tamanho das competências pessoais e profissionais que vamos ganhando ao longo das nossas vidas. E sim, acredito que a experiência que me está a aportar o Serviço de Voluntariado Europeu em Lisboa é a chave para me fazer “Maior”.

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Quando terminei os meus estudos em história da arte em julho do 2016 (um mês antes de chegar aqui) estava um tanto desorientada no âmbito profissional, e também no pessoal. Sentia um grande vazio, pois, tinha a sensação que a licenciatura de história da arte que eu tirara durante quatro anos estava focada no mundo académico e na comercialização da arte. Apenas tive cadeiras na faculdade que nos ofereciam conhecimentos sobre a arte como um vínculo de inclusão social e comunitária. Mas, por causalidade ou por casualidade, tive a oportunidade ser candidata como voluntária europeia no Clube Intercultural Europeu com o projeto Mais Bairro: mobility, art, interculturalism and social media promovido pelo Erasmus +. Esta associação está a gerir muitos projetos vinculados à cultura, à arte e o social. Uma das iniciativas que mexe mais comigo é o PA-REDES: um projeto artístico de arte urbana de inclusão social nos bairros Carlos Botelho e João Nascimento Costa onde estou a aprender novas metodologias artísticas que saem dos moldes convencionais dos museus. O Clube também está a gerir outros projetos que estão ligados aos cursos ou licenciaturas que eu adoraria fazer: Assistente social ou Animador Sociocultural, são duas vertentes que sempre ficaram no tinteiro e, que agora, afortunadamente fazem parte da minha vida.

Aliás, o prazer e sucesso que sinto nesta experiência SVE está intimamente ligada ao bairro onde estou a trabalhar é pedra básica para que eu possa dizer é MESMO FIXE (como se diz cá). Nestes bairros esquecidos (pois não são lugares centrais dos guias de viagem) sinto que os vizinhos me tratam como uma mais do bairro, como se fosse uma alfacinha, e não sinto, em nenhum momento, que estou a morar numa cidade europeia passando por uma transeunte mais. Os bairros João Nascimento Costa e Carlos Botelho, são bairros com ricas memórias, que ficarão sempre comigo apesar de serem bairros esquecidos. E falando de um modo geral, a cidade de Lisboa é uma capital europeia mágica para acalmar os meus anseios. É uma cidade multicultural e tradicional com um amplo leque de possibilidades, pois, há atividades lúdicas e culturais para todos os gostos (e muitas delas de graça).

Para além disso, também tenho de dizer que este crescimento se deve ao poder que me aporta por conhecer outras línguas e outras culturas ao sair do meu circulo de conforto. Estar no Clube Intercultural Europeu todos os dias permitir-me conhecer pessoas de muitos lares do mundo, os quais vêm de intercâmbio ou estagiar. Há seis meses cheguei aqui sem saber muito inglês, mas, agora já posso desenrascar uma conversa com outros colegas do Serviço de Voluntariado Europeu ou estagiários de diferentes nacionalidades.

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No momento de fazer as malas, quando terminar o Serviço de Voluntariado Europeu em setembro, não vão caber todas estas experiências na bagagem.

A Minha experiência SVE – O testemunho do Romain

Bonjour, je m’appelle Law Wing Chin Romain. Cela fait 5 mois que je suis au Portugal plus exactement à Lisbonne dans la zone d’Olaias dans le cadre d’un Service Volontaire Européen (Programme Erasmus +).

J’ai été placé dans une structure de quartier appelée Sementes a Crescer. Que dire de cette association, mise à part que c’est un lieu plein de vie, de partage et d’accueil. Sans vous le cacher mon intégration de début a été assez mouvementée, c’était la première fois que je quittais mon île (La Réunion), je ne savais parler que mot, mais l’accueil, malgré ses complications, m’a été très chaleureuse, favorable et pas trop dépaysant.

La première chose que j’ai vu a été l’enthousiasme que les animateurs mettaient à exercer leur travail malgré le côté, des fois, compliqué du quartier et des tâches à effectuer (garder son sang froid face à certaines situations, savoir gérer des enfants ou ados parfois très agités…). De plus, le nombre d’activités proposées est varié et reste quand même impressionnant par rapport à ce que j’ai vu à la Réunion (activités manuelles avec un choix multiple de matériel à disposition, droit de partage et de parole pour les jeunes à travers des réunions collectives, Jujitsu, natation, danse, informatique, activités de sensibilisation, cuisine…). Les réunions entre le personnel de l’équipe toutes les semaines permettent au bon déroulement et à une constante évolution du projet car chacun peut se permette de donner son avis constructif ou pas.

J’ai vécu et vis encore une expérience humaine impossible à décrire, des enfants très attachants malgré la barrière de la langue encore présente. J’ai aussi vécu de bons et mauvais moments telles que parfois des querelles entre les enfants, du mal de ma part à gérer certaines activités, perte de raison dû au manque de ma famille mais ce que je retiens ne reste que positif : énorme participation du public, fous rires, partage autour de la danse, les diverses festivités (noël, halloween..) les jeux et le chant, car il faut dire que cette population reste très festive et parfois taquine… Mais pour ne rien cacher j’ai  aussi vécu des moments difficiles dus à mon intégration personnelle que j’ai essayé de travailler (angoisse, manque de confiance…).

J’ai appris énormément de choses, la primordiale (qui peut porter à sourire) est que la langue ne s’apprend pas aussi facilement et automatiquement que je ne le pensais ; que les livres ou tout autres supports pouvaient être très utiles… Mais passons. Ce que l’équipe m’a appris est surtout de savoir rester calme ; que hausser le ton ne servait pas forcément à grand-chose ; structurer des activités ; savoir occuper les enfants avec un minimum et quelque soit les moyens. Mais aussi apprendre que les réunions et le droit de parole est un élément important dans l’avancement d’une société ou autre (entreprises, asso’…) ; que régler des problèmes passe d’abord par la communication ; que mettre en place une activité n’est pas une tâche de tout repos ; qu’elle ne doit pas être faite à la vas vite et que ce n’est pas dû au hasard.

En ce qu’il s’agit de mes observations, je pense avoir à peu près tout dis, excepté que j’aurais vécu, vu et appris plus de choses en 4 mois qu’en quelques années et que cette mobilité a été une chance incroyable de pouvoir voir et découvrir le travail d’un pays autre que la France.

Uma pessoa disse-me… “Acredita em mim, um dia você vai descobrir o mundo…
Esse dia veio meu filho, eu amo-te. Eu sinto sua falta mas não faz mal”. PAI.